17 de janeiro de 2008

A namorada de cá

"Num blog onde o seu autor gosta de mandar umas bocas, e onde eu próprio não resisto, por vezes, a também mandar algumas, li há dias o seguinte: «… No dia da entrevista com o presidente venezuelano, Naomi deixou escapar: «O homem com quem eu me casaria um dia deve ser sincero comigo e ter muita energia. Os homens fortes atraem-me».
E o autor do blog remata no seu post, a meu ver a despropósito, que «É tempo de o nosso “engenheiro” desenterrar a namorada e fazer do acontecimento (ou não-acontecimento como ele gosta) um factor de popularidade. Talvez lá mais para perto das eleições. Que tal?».

Tendo um registo e um objectivo diferente nas minhas vistas ao Cinco Dias, daquele que tenho nas visitas que faço ao blog em questão, o qual deliberamente não identifico, não resisti a comentar a parvoíce daquelas passagens do post com este meu comentário: «Não acho, pois tenho (muitas) dúvidas que a “namorada” se deixe “desenterrar”, porque não estou a vê-la no papel de “Cinha”. E, se estiver enganado, será mais uma ingenuidade minha, mas também não seria a última, mesmo em tempo em que as surpresas vão sendo poucas».

E este post da F[ernanda] C[âncio], que eu li já várias vezes, reforça aquela minha opinião.
Sendo estranho esta coisa da blogosfera que nos dá a sensação de que conhecemos melhor certas pessoas que nunca vimos em carne e osso e que nos transporta para uma certa intimidade, que não conseguimos sentir com outras que vemos todos os dias e a quem nunca conseguimos descobrir a alma."

Comentário de João José Fernandes Simões

Este comentário foi feito a um post de Fernanda Câncio, publicado no blogue Cinco Dias.

Como os comentários só são publicados depois da aprovação da autora do post, aqui temos o que Fernanda Câncio fará da sua "relação" com José Sócrates, versus Cinha Jardim com Santana Lopes, em termos mediáticos, nos quais ela se move por força da sua profissão, mas não só.

2 comentários:

space_aye disse...

http://museudamente.blogspot.com/

zedeportugal disse...

Não me parece que tenha percebido completamente a ironia, mas comigo foi assim toda a vida nestas coisas de relacionamentos - os meus e os dos outros. Não consigo ler (nem mesmo quando estou mortalmente entediado numa sala de espera) aquelas tretas das revistas (ditas) dos famosos. Não consigo, porque se me escapam quase todos os pressupostos, acho eu.
Quanto ao relacionamento em questão aqui (se é que ele existe de facto, e tenho as minhas dúvidas), acho que, como diz o povo, estão mesmo bem um pró outro. ;)

Permita-me que aproveite este comentário para lhe deixar o convite (extensivo aos seus comentadores) a participar no passatempo com prémio que decorre lá pelo meu sítio. O prémio será um (bom) livro, a escolher entre vários - havendo para quase todos os gostos e sensibilidades. Se achar abusiva esta espécie de publicidade, apague o comentário. Ok?