10 de agosto de 2007

7.ª Arte

Portugal[2]


O caso Apito Dourado ainda não foi a julgamento e já aí temos um filme que retrata alguns episódios dessa saga. A novela McCann, não duvidem, também dia menos dia passará para o grande ecrã e pelo desenrolar da história até este momento, não tenhamos dúvidas que Hollywood já antevê um grande filão.


O caso Casa Pia já leva quase cinco anos, com personagens e episódios dignos do melhor "cinema noir" e ainda não houve ninguém que se atrevesse a colocá-lo na 7.ª Arte. Como este polvo tem mais tentáculos que os outros, ninguém quer arriscar-se a ficar estrangulado. Talvez daqui a 100 anos, com este polvo morto sem capacidade de regenerar mais tentáculos, e com a terra bem pesada, se oiça: "Luz", " Câmara", "Acção".

Anda tudo calado

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São os próprios zimbabuanos, que sabem, e sentem na pele, do que falam, a pedir para que se impeça a entrada em Portugal do facínora Robert Mugabe, Presidente do Zimbabué:


"The other EU leaders should make it clear to the Portuguese government that they will not attend if Mugabe is allowed to attend."


Leia-se todo o artigo aqui, da autoria de um jovem zimbabuano, Izzy Mutanhaurwa, a residir no Reino Unido.

Primeiro-Ministro procura-se

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Alguém sabe onde pára o Primeiro-Ministro? É que o país tem sentido imenso a sua falta.

8 de agosto de 2007

DN tablóide

capa[2]


Oficialmente, "nasceu" hoje mais um jornal tablóide em Portugal. Segundo o jornal inglês The Daily Telegraph, o centenário jornal português Diário de Notícias é tablóide. Nada que nós não tivéssemos já reparado. Mas dito por estrangeiros ficamos logo embevecidos. As coisas que a novela McCann provoca:


"Tabloid Portuguese newspaper Diario de Noticias has claimed that police have intercepted emails and phone calls between the McCanns and their friends in recent weeks which "prove" the theory Madeleine was killed inside the apartment."

Lucros que ofendem

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De ano para ano os lucros da banca, dos seguros e das grandes empresas implantadas em Portugal, sejam elas estrangeiras, e sobretudo portuguesas, vêm os seus lucros aumentarem de forma exponencial. Diria mesmo que os lucros que obtêm são profundamente escandalosos. Aumentam na proporção inversa ao rendimento disponível das famílias portuguesas, principalmente da classe média, daqueles que trabalham por conta de outrem, que sustentam os mais pobres e os mais ricos, e que, a cada ano que passa vêem o produto do seu trabalho contribuir para uns poucos enriquecerem mais e mais, enquanto o seu rendimento familiar vai diminuindo inexoravelmente.


No passado quando as famílias portuguesas viam os seus rendimentos diminuídos ou, pelo contrário, havia um aumento do rendimento, os lucros das empresas acompanhavam o mesmo ritmo, o que tinha lógica. A macro-economia reflectia a micro-economia e vice-versa. É o que se passa, ainda hoje, nos países desenvolvidos de democracia sã.


Da mesma forma víamos que nos chamados países do Terceiro Mundo e nos países governados por déspotas, o povo vivia na mais absoluta miséria, enquanto os detentores do poder e os seus correligionários, que controlavam as empresas desses mesmos países, tinham lucros fabulosos. Diziam-nos que a corrupção nesses países era endémica.


Hoje, em Portugal estamos em presença de quê?

7 de agosto de 2007

Antes que seja tarde

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Enquanto nós por cá andamos entretidos com a não recondução de Dalila Rodrigues, no cargo de directora do Museu Nacional de Arte Antiga, com os novos episódios da novela McCann, passada na Praia da Luz, e com o duelo Menezes-Mendes, há quem esteja nas nossas barbas, ou seja o Primeiro-Ministro, José Sócrates, que neste semestre também é Presidente em exercício da União Europeia, a mexer todos os cordelinhos para que o monstro do Zimbabué, Robert Mugabe, ponha as "patas" em Portugal, por forma a que a cimeira União Europeia-África tenha lugar, em Dezembro próximo, em Lisboa.


Os nossos bem pensantes e a oposição não querem saber deste gravíssimo atropelo aos Direitos Humanos que o nosso governo se prepara para cometer, ao deixar que esse criminoso entre em Portugal, em nome dos 27 da União Europeia, e dos "altos" interesses políticos e económicos da Europa. Eu ainda não percebi qual é o interesse desta vassalagem por parte da Europa a África e ao monstro do Zimbabué. Mas não é a África que precisa mais da Europa? Ou será que, mais uma vez, o complexo colonialista europeu se faz sentir?


Os portugueses quando acordarem, se acordarem, será uma semana antes do facínora aterrar em Lisboa, mas aí será tarde demais.


Pelo contrário, no Reino Unido há quem já esteja a movimentar-se para que ao carniceiro Rober Mugabe não seja permitida a entrada em Portugal, logo na Europa. É o caso de Malcolm Rifkind (Ministro de Estado para a África, entre 1983-1986, e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, entre 1995-1997, do Reino Unido) que, num artigo publicado no Financial Times, propõe que Gordon Brown, Primeiro-Ministro britânico, não venha a Lisboa caso Robert Mugabe esteja presente.


Se nós não temos vergonha, nem um governo de, e com, princípios, para impedir que esse ser entre em Portugal, então que o Reino Unido tome as dores do povo português e faça abortar a cimeira para que não tenhamos o desgosto de respirar o mesmo ar.


Já chega ficarmos para a História com a "Cimeira das Lajes". A propósito, se por ventura o Presidente americano, George Bush, viesse a Portugal, alguém duvida das movimentações da "nossa esquerda" e dos "nossos intelectuais" contra essa visita? Depois querem ser levados a sério.

6 de agosto de 2007

A verdade incomoda

 

A blogosfera portuguesa está mais rica: O Arguido (Castrense).

Por isso é que "eles" procuram desacreditar os blogues. E é vê-los, e ouvi-los, e lê-los, por eles próprios, ou pelos seus indefectos cães de fila a perorarem contra os blogues, utilizando mesmo estes para atacarem a existência doutros.

Já tinha tido conhecimento deste caso através da imprensa há uns meses, mas agora temo-lo de viva voz, o que é sempre preferível.

Os blogues e a Internet deveriam servir, principalmente, para difundir a Verdade e denunciar todos os atropelos cometidos, à liberdade e à legalidade,  pelo poder, seja este "pequeno" ou "grande".

Bem haja, major, por partilhar connosco o mal que lhe andam a fazer, que também o é a nós, e, que pelos vistos o até há pouco tempo Presidente da República com a sua acção também patrocinou.

Hoje, ao lê-lo, senti-me orgulhoso por nas Forças Armadas de Portugal, haver, pelos menos um - acredito que serão a maioria - ser humano com a sua craveira.

Este blogue:  O Arguido, vai para a lista "Dos Temidos" por direito póprio.

P.S. Os jornalistas portugueses que se acham uns grandes profissionais do "ofício", nunca quiseram, ou foram proibidos - ainda estamos para saber - de perguntar ao Primeiro-Ministro, José Sócrates, o porquê da acção judicial contra o autor do blogue Do Portugal Profundo, António Balbino Caldeira, da mesma forma, somos compelidos a pensar que os mesmos ditames foram seguidos à risca para não interpelar o ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, no caso do e-mail a ele dirigido, o qual nunca deveria ter caído no domínio público, e por consequência disso, o remetente, major do Exército Português, foi alvo de (mais) um processo disciplinar.

 E chamam "eles" a isto Democracia?

5 de agosto de 2007

Clique em férias

O Diário de Notícias embora não nos diga onde é que o Primeiro-Ministro se encontra a passar férias, porque, segundo o periódico, o seu gabinete assim não quer. No entanto, nós sabemos que o DN sabe o local, e, ademais, sabe muita coisa de, e sobre, quem se encontra de férias. Dir-se-ia que o jornal tem uma fonte muito privilegiada  junto do Primeiro-Ministro, em férias.

Ora atente-se naquilo que a edição, de hoje, do DN diz: "Também por esta altura as instituições comunitárias em Bruxelas estão de férias. O que ajuda Sócrates a passar uns dias mais tranquilos, apesar de Portugal ter a presidência da União Europeia neste semestre. Mas os canais de comunicação nunca estão cortados: a política lisboeta permanece ao alcance de um clique no computador ou no telemóvel."

Já agora, uma pergunta indiscreta, que talvez o DN saiba a resposta: o "clique no computador" também inclui blogues?

4 de agosto de 2007

Ibéria

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Proposta de bandeira ibérica (séc. XIX), composta pela junção das cores das bandeiras monárquicas de Espanha e Portugal


Nada como ler o que os de "lá de fora" escrevem sobre Portugal, para que os nossos olhos se marejem. Num artigo de opinião escrito por Gonzalo Peltzer no diário equatoriano El Universo, versando o vaticínio que José Saramago fez de que Portugal e Espanha constituirão um único Estado, é dito, entre outras coisas, que:

"José Saramago es un provocador infatigable y entretenido: hasta cara tiene de pícaro."

"Hoy pueden Portugal o el Algarbe integrar perfectamente las autonomías españolas como una más, sin que se mueva un pelo a nadie."

"De hecho, Cataluña es más independiente de España que Portugal, hipercolonizada por empresas españolas."

O que esta gente sabe sobre nós, que nós não sabíamos.

Está tudo aqui.

3 de agosto de 2007

Haja decoro

Há pessoas e situações que, quase, me fazem vomitar. Uma dessas pessoas é este "preto", filho da puta. Este homem, se a isto se pode chamar "homem", fez do actual Zimbabué, ex-Rodésia britânica - "mapa cor-de-rosa", não sei se se lembram? - um país miserável.

Pois bem, como ia a dizer, este "projecto de homem" conseguiu destruir, e continua a destruir, o país, que deveria ser também o dele. Ele expulsou e nacionalizou as terras que pertenciam aos "brancos". Acredito que muitos deles também seriam uns bons filhos da puta. Mas este, que dá pelo nome de Robert Mugabe, conseguiu que o "seu" país regredisse até ao século XIX, se não antes. Neste momento é um dos países - se não o país - mais pobres do mundo.

Então, não é que  o nosso governo, presidido por José Sócrates, que simultaneamente também é presidente, até Dezembro próximo, da União Europeia, está a fazer tudo por tudo para o trazer até Lisboa, para que se  realize, se realizar-se - espero que não -, a 8 e 9 de Dezembro próximo a cimeira União Europeia-África.

Eu fico enojado, se este reles ser pisar solo português. Este facínora, está a obrigar o "seu" povo a comer carne de cão para sobreviver.

Portugal, perdeu definitivamente a vergonha.

Andou o nosso rei D. Afonso Henriques a bater na mãe para isto?

É tudo a fingir

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O Ministro da Justiça, Alberto Costa, parece que achou a melhor forma para descongestionar os tribunais dos milhões de processos, o que permitirá que a justiça seja aplicada em tempo útil. Como? Fácil, transfere-se tudo para o mundo virtual do Second Life e já está.


Era óptimo que pudéssemos transferir todos os problemas e dificuldades da vida do dia-a-dia para o mundo virtual e, no real ficaria unicamente aquelas coisas que nos dão prazer e satisfação. O governo com o seu Plano Tecnológico está firmemente empenhado que isso aconteça o mais rapidamente possível.


O governo e os seus membros já exercem o poder como se estivessem no Second Life. Por isso, mostram-se muito irritados e altivos, quando alguém ousa criticá-los. Para eles se isto é tudo virtual, de que se queixa o povo? É só mesmo para chatear, pois todas as decisões que tomam não doem nada. A dor não entra no "mundo do faz-de-conta".

2 de agosto de 2007

É só um susto

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A Autoridade da Concorrência pregou um valente susto à Portugal Telecom (PT), ao anunciar uma coima no valor de 38 milhões de euros por abuso de posição dominante. Henrique Granadeiro, o presidente da PT já veio a público protestar por a sua empresa ter sido alvo da maior multa alguma vez aplicada em Portugal.


Mas era preciso alguém chegar agora de Marte, para acreditar que alguma vez a PT irá pagar esse montante. O efeito pretendido é outro. A Autoridade da Concorrência e a PT sabem-no bem.


Veremos se a justiça também se presta ao efeito, isto é, se chegar a ser chamada a intervir.

Escolhidos

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De vez em quando, dou por mim a pensar que Portugal é um país sui generis, eleito por Deus, para demonstrar à humanidade que neste "jardim à beira-mar plantado", está tudo aquilo que a espécie deve, e não deve, seguir.


Há coisas neste rectângulo que são únicas e que mais nenhum povo no planeta poderá, ou poderia, protagonizar. O filósofo Agostinho da Siva, dizia, já no crepúsculo da sua vida, que a Portugal estaria acometido um papel de charneira no futuro da humanidade.


Na verdade nós somos uma espécie rara: olhando para o nosso passado e para os acontecimentos ocorridos no presente, só podemos ser produto de algo que "está para além do nosso entendimento".


Nós, menosprezámo-nos por "tamanha fatalidade", mas há povos e nações que nos invejam, por ao contrário deles, nós não sermos tão previsíveis.


Olhem, sabem que mais? Dá "pica" ser português.

Experiências

phyllisdel[1]


Será que a união de facto que se verifica entre o PS e o BE em Lisboa, não será um ensaio para um casamento a acontecer em 2009, caso o PS de José Sócrates não atinja a a maioria absoluta?

Manipulação

O comunicado do gabinete de imprensa do Primeiro-Ministro, resultante do arquivamento por parte da Procuradoria-Geral da República, por "não se ter verificado prática de crime de falsificação de documento autêntico, p. e p. pelo art.º 256º, n.º 1 e n.º 3, do Código Penal, na modalidade de falsidade em documento, ou de crime de uso de documento autêntico falso, p. e p. pelo citado preceito, n.sº 1, al. c) e 3, envolvendo a licenciatura em engenharia civil de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.", vem dizer que os portugueses não devem interpretar à letra o comunicado emitido pela entidade que dirigiu o inquérito, mas sim a interpretação que ele, Primeiro-Ministro, quer que se faça dos resultados desse mesmo inquérito, ou seja, que: "O primeiro-ministro nunca esperou outro resultado que não aquele que o inquérito veio a apurar, mas a verdade é que a conclusão deste processo deixa ainda mais claro o que muitos portugueses certamente já tinham percebido: a campanha desenvolvida contra o primeiro-ministro foi uma campanha totalmente destituída de fundamento e não teve outro objectivo senão o de caluniar e atacar pessoalmente o primeiro-ministro."

Depois disto há ainda alguém que necessite de dicionários, ou de intérpretes? Basta ligar para o Gabinete de Imprensa de José Sócrates, que lá lhe tiram quaisquer dúvidas.

Arquive-se

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Há menos de 24 horas, a Procuradoria-Geral da República divulgou o seguinte comunicado:



COMUNICADO


1. Em 13 de Março de 2007, um ilustre Advogado denunciou ao Senhor Procurador-Geral da República um crime de falsificação de documento autêntico, envolvendo a licenciatura em engenharia civil na UNI – Universidade Independente de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
2. O Senhor Procurador-Geral da República nomeou, por despacho de 30 de Abril de 2007, a Procuradora-Geral Adjunta Maria Cândida Almeida para dirigir o respectivo inquérito e a Procuradora-Adjunta Carla Dias para a coadjuvar.
3. No decurso do inquérito foram determinadas e realizadas vinte e nove diligências, das quais vinte e sete inquirições, duas buscas e recolha de variada documentação proveniente da Câmara Municipal da Covilhã, Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Direcção-Geral do Ensino Superior, Inspecção-Geral do Ensino Superior e Ordem dos Engenheiros.
4. Da análise conjugada de todos os elementos de prova carreados para os autos resultou não se ter verificado a prática de crime de falsificação de documento autêntico, p. e p. pelo art.º 256º, n.º 1 e n.º 3, do Código Penal, na modalidade de falsidade em documento, ou de crime de uso de documento autêntico falso, p. e p. pelo citado preceito, n.sº 1, al. c) e 3, envolvendo a licenciatura em engenharia civil de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
5. Em consequência, determinou-se o arquivamento dos autos nos termos do art.º 277º, n.º 1, do Código de Processo Penal, por despacho exarado em 31 de Julho de 2007.



A PROCURADORA-GERAL ADJUNTA
__________________
(Maria Cândida Almeida)

A PROCURADORA-ADJUNTA
___________________
(Carla Dias)



Eu que não sou nenhum entendido em matérias jurídicas, que não me movimento nos meandros judiciais, que não percebo muito de Direito, mas que ainda me considero com "dois dedos de testa", gostaria que alguém entendido em matéria de "Justiça de Portugal", me elucidasse acerca das dúvidas, e acalmasse as minhas inquietações, depois de ler tão excelso documento, que passo a enumerar:
  1. Depois de o Procurador-Geral da República ter nomeado duas Procuradoras-Gerais Adjuntas para se inteirarem e dirigirem o inquérito resultante da denúnica de "um ilustre Advogado [José Maria Martins]... ao Senhor Procurador-Geral da República [acerca de] um crime de falsificação de documento autêntico, envolvendo a licenciatura em engenharia civil na UNI – Universidade Independente de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa", o trabalho empreendido pelas magistradas consubstanciou-se em: "vinte e nove diligências, das quais vinte e sete inquirições, duas buscas e recolha de variada documentação proveniente da Câmara Municipal da Covilhã, Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Direcção-Geral do Ensino Superior, Inspecção-Geral do Ensino Superior e Ordem dos Engenheiros". Então e a recolha de documentação junto da instituição que resulta da denúncia: a UNI-Universidade Independente? Se o grau académico de licenciatura foi outorgado pela UNI, não era esta a instituição que deveria estar no âmago da investigação? É que da leitura do comunicado resulta que nem uma, uma sequer, diligência foi empreendida junto da universidade. Porquê?
  2. Do comunicado depreende-se que dos documentos emitidos pelo Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, portanto a montante do grau de licenciatura, obtido na UNI, não se vislumbraram indícios de falsificação. Então, mas se a denúncia era referente a documento, ou documentos, autêntico emitido pela UNI, para o grau de licenciatura, logo, não era de esperar que das instituições de ensino a montante da UNI viessem indícios de falsificação, digo eu. Será assim, ou não?
  3. Dos documentos em posse da Câmara Municipal da Covilhã, da Direcção-Geral do Ensino Superior, da Inspecção-Geral do Ensino Superior e da Ordem dos Engenheiros, conclui-se que para as magistradas não sobressaíram indícios de falsificação dos mesmos. Mas não era por confrontação com os documentos existentes, ou não, na UNI-Universidade Independente, com os que existem, ou não, nessas instituições, que se chegaria à conclusão, ou não, que estaríamos perante falsificações de documentos autênticos? Estou errado?

Eu, pela leitura deste comunicado emitido pela Procuradoria-Geral da República, retenho que, dos documentos, analisados pelas magistradas, pertencentes às instituições mencionadas, está tudo conforme a lei. Relativamente aos documentos na posse, ou não, da, e na, Universidade Independente, e que nos permitiria saber, por comparação, se há, ou não, documentos falsos, quais e onde, ninguém sabe de nada, nem a Procuradoria-Geral, ou seja: ficámos todos na mesma.

Será que estou a alucinar e quem não faz sentido sou eu?

1 de agosto de 2007

Humanidade

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As Nações Unidas e o seu Conselho de Segurança estão a fazer progressos a olhos vistos. No Darfur decidiram agir ao fim de 200.000 mortos, no Ruanda tinha sido só ao fim de 1.000.000 de mortos. Sim, na verdade isto é que é progresso.

Profissão: blogonauta

blogger-logo[1]


O jornalista/"blogonauta" João Pedro Henriques, no Glória Fácil, diz que: "Cá não há disto". Nem disso, nem disto.


Lagarto, lagarto.

31 de julho de 2007

Ai, Portugal, Portugal

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A IKEA do Norte, foi hoje inaugurada em Matosinhos. A segunda em Portugal, depois de Alfragide. Segundo disseram órgãos de comunicação social insuspeitos, ou talvez não, trata-se da maior loja da Península Ibérica. Quando nos comparamos com Espanha, está tudo dito. Houve gente que esperou 30 horas na bicha, dormindo em sacos-cama, para ser contemplado, ou não, com € 100,00 em compras.


Estes portugueses, que não se importam de aguardar 30 horas na esperança que a sorte lhes dê uns míseros euros para escolherem uns "tarecos" novos para a casa, são os mesmos que quando têm que se levantar às 4 horas da madrugada para obterem uma consulta no Centro de Saúde às 9 horas da manhã, vêm vociferar e protestar contra o governo por os sujeitar a tamanha desconsideração.


O neo-liberalismo faz milagres. Se o governo quer que os portugueses não apresentem "cara feia" quando têm que esperar em bichas para usufruir de algum serviço público, o melhor que tem a fazer, é habilitá-los a algum prémio. Vai ver que é só sorrisos quando as TV’s os entrevistarem.

PSD

AntonioCapucho17[1]ruirio[1]


De vez em quando, aparecem figuras do PSD em quem se pode confiar e que nos fazem crer que nem tudo está perdido. Ouvimo-las hoje, no Jornal da Tarde da RTP1: António Capucho, presidente da Câmara Municipal de Cascais, e Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto.

30 de julho de 2007

Flash Gordon


O número da besta

666


Só depois de morrerem dois professores, a quem foram recusadas as respectivas aposentações por invalidez, em virtude de as juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações (CGA), que apreciaram os casos, acharem que os visados gozavam de muito boa saúde para trabalhar. A verdade é que pouco tempo depois morreram devido às doenças pelas quais se julgavam, infelizmente, com direito à aposentação, quanto mais não fosse, para terem o direito de morrerem em paz, juntos dos seus.


A partir destes casos, vieram a público outros similares, a quem foram recusados os pedidos de aposentação por invalidez, devido a doenças incapacitantes, a maioria do foro oncológico. Os autores da façanha são sempre as juntas médicas da CGA.


O governo, muito chocado com o sucedido, tratou de modificar a lei, por forma a que as juntas médicas passem, doravante, a ser constituídas unicamente por médicos.


No entanto tudo indica que o problema não está nos elementos não médicos presentes nas juntas, mas sim na qualidade dos médicos dessas mesmas juntas. Para além da provável pouca apetência científica de alguns relativamente a algumas patologias, outros são mal educados, prepotentes, insensíveis e de uma falta de humanidade atroz.


Maria Alexandra Gonçalves, assessora principal da Direcção-Geral de Energia, com cerca de 37 anos de descontos para a CGA, viu-se em 2003 com um problema grave de saúde: cancro nos intestinos. Após cirurgia e outros tratamentos médicos, uma junta médica da Administração Regional de Saúde considerou que ela tinha uma incapacidade permanente de 85%. Maria Alexandra Gonçalves foi conciliando os tratamentos com o trabalho, mas em Julho de 2006 resolve requerer a aposentação, uma vez que a doença deixou-lhe marcas físicas e psíquicas permanentes.


Chamada à junta médica da CGA em Dezembro de 2006, relata-nos, através do jornal Público, edição impresa, de ontem, a humilhação a que foi sujeita:



"Entrei, com um saco cheio de exames, cumprimentei e estendi a mão a um dos médicos. Mas a minha mão ficou no ar e, como resposta, só ouvi ’Sente-se!’. Depois, o mesmo médico que não tinha respondido ao meu cumprimento, olhou para mim e para o atestado da outra junta médica onde constavam as minhas habilitações e disse: "Com estas habilitações e com esse aspecto, não quer trabalhar?" E, eu, que trabalho desde muito nova e que estudei à minha custa, sensível como me sentia, comecei a chorar". A observação "não deve ter demorado cinco minutos", assegura Alexandra Gonçalves, referindo que, apesar da sua insistência, os médicos não quiseram ver nenhum dos exames que levava, repetindo que estava em perfeitas condições para trabalhar. "No final, estava tão chocada e desorientada que não encontrava a porta de saída. E perguntei como é que saía. ’Por onde entrou’, foi a resposta.


Mais tarde, procurou saber quem eram os médicos, visto que não estavam identificados, mas, nos serviços, sempre lhe negaram essa informação."


Será que na nova lei vem lá escrito que os médicos têm que ser educados, que não se devem comportar como tiranetes. Que estão proibidos de dar respostas e considerações ordinárias. O "sente-se" diz-se aos cães. E para além da alteração das considerações científicas para atribuição da aposentação, que são primordiais, espera-se que na nova lei os nomes de todos os elementos da junta médica estejam visíveis e sejam facultados aos requerentes.


O poder político é o principal responsável por este quadro tenebroso das juntas médicas, porque nunca se lhe opôs. No entanto, há um aspecto, no testemunho da Maria Alexandra Gonçalves, que não pode ser assacado ao governo: a educação e a formação cívica. Esses aspectos são estruturantes do ser humano, não se decretam, independentemente das habilitações de cada um.

O tamanho conta

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A quarta maior ponte móvel do mundo

Na ordem


Pela primeira vez, Alberto João Jardim tem um adversário à altura. De seu nome: José Sócrates. O Primeiro-Ministro tem muitos defeitos, nomeadamente: não cumpre promessas feitas, é arrogante, crispado, debita soundbytes, etc. Mas tem uma virtude: é o único governante da República, depois de 25 de Abril de 1974, que está a tentar pôr Alberto João Jardim na ordem.


Ao contrário do que Marques Mendes diz, não é o PSD que está a ser atacado, é um estilo de político “à Hugo Chávez” que devia ser condenando por todos, incluindo por ele.


E como sempre, lá vem o senhor da Madeira com a ameaça do separatismo. Para ver se as hostes arrefecem. Se há político impune neste país ele é Alberto João Jardim.

28 de julho de 2007

O tempo: esse grande escultor

Agora que Salazar está na moda, fica aqui esta fotografia (1973) da sua estátua, em Santa Comba Dão, que seria dinamitada em 1978. Quando se tenta apagar a história à força de bombas, o efeito, pelo que se vê, é o oposto.

27 de julho de 2007

Egoístas

Terry Lee Alexander, um jovem americano de 20 anos de idade, foi condenando a 10 anos de cadeia por assalto à mão armada, na Florida. Até aqui tudo normal. No entanto foi-lhe aplicada uma pena acessória de mais 60 dias de prisão, pois, uma guarda prisional apanhou-o, através do sistema de vídeo da prisão, a masturbar-se. Parece que a guarda prisional o apanhou três vezes a auto satisfazer-se. O tribunal, de júri, deu provimento à queixa e condenou-o.
Coryus Veal, assim se chama a guarda prisional, disse que o rapaz se masturbava ostensivamente, o que, pensamos nós, a deveria deixar "com calores". Os jurados, que julgaram o caso, defenderam a tese de que a cela é um espaço público de acesso limitado. Foi pedido pela defesa aos 17 membros do júri que aquele, ou aqueles, de entre eles que nunca tivesse masturbado-se, levantasse a mão. Nenhuma se ergueu.
A zelosa guarda prisional, caçadora de prisioneiros masturbadores, já apanhou mais sete a exercer o acto, nas condições do jovem agora condenado, e as respectivas queixas já seguiram para a justiça, embora ela dissesse que não era contra a masturbação de per si, conquanto que praticada na cama, debaixo dos cobertores.
Possivelmente, a guarda prisional só deixará de apresentar queixas de actos masturbatórios, quando os detidos deixarem de ser egoístas e se lembrarem que a senhora também lá está para ser satisfeita.

É isto jornalismo?

Ontem, uma mãe, desiquilibrada psicologicamente, diria que muito, mesmo, atirou o seu filho, de quase dois anos de idade, janela fora para a rua, desde a altura de um segundo andar, onde residiam, em Linda-a-Velha, Oeiras.
Atente-se como o Correio da Manhã (Miguel Curado) e o Diário de Notícias (Luísa Botinas) dão a notícia, na sua edição impressa, de hoje:

"Osvaldo Gaspar, de quase dois anos, encontrava-se ontem, à hora de fecho desta edição, a lutar entre a vida e a morte no hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde os Bombeiros do Dafundo o transportaram depois de, alegadamente, ter sido atirado pela sua mãe da varanda do segundo andar do prédio onde residiam, no bairro da Quinta de Santo António, em Linda-a-Velha.
"Ele estava cada vez menos reactivo aos estímulos, sinal de que as lesões existentes seriam de grande gravidade", revelaram ao DN os bombeiros. [...] Angélica [a mãe] foi conduzida pelos Bombeiros de Carnaxide à urgência de Psiquiatria do Hospital de São Francisco Xavier."
in Diário de Notícias (2007.07.27)

"Um menino de 18 meses foi ontem atirado para a rua da janela de casa, o 2.º andar de um prédio em Linda-a-Velha, Oeiras, pela mãe, uma angolana de 30 anos que foi detida pela PSP. A criança caiu de rabo e, miraculosamente, sofreu apenas ferimentos ligeiros. [...] De repente [a mãe] largou-o do 2.º andar e fechou-se em casa sem olhar para trás.
[...]
O bebé foi transportado pelos bombeiros ao Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, onde se encontrava ontem à noite, livre de perigo".
in Correio da Manhã (2007.07.27)

Veja as diferenças:

DN - "... a lutar entre a vida e a morte..."
CM - "... sofreu apenas ferimentos ligeiros..."

DN - "... [a criança] encontrava-se... no hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde os bombeiros do Dafundo o transportaram..."
CM - "O bebé foi transportado pelos bombeiros ao Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, onde se encontrava ontem à noite, livre de perigo."


Afinal, quantas crianças foram ontem atiradas janela fora, pela própria mãe, em Linda-a-Velha?

Máscaras

Nunca tive em grande conta pessoas que em determinado período da sua vida pertenceram - exerceram cargos, serviram e serviram-se - a uma determinada instituição e que, por qualquer motivo, se incompatibilizaram com a mesma e resolveram sair, e vêm depois destilar fel, e fazer juízos críticos, sobre a "gamela onde comeram".
Já temos exemplos, mais que muitos, de personagens que saem de determinado partido político, que normalmente está a passar um mau bocado, e colocam-se imediatamente no colo do partido que no momento "está a dar". Invariavelmente, esses personagens tornam-se mais papistas do que o Papa dessa agremiação.
José Miguel Júdice é, por ora, o último que se presta a interpretar esse papel. A admiração, a veneração, e a glorificação de, e por, José Sócrates são de uma grandeza tal que, no seu artigo de opinião, Os espasmos do moribundo, publicado hoje no jornal Público , a sua cegueira - que apesar de todos os progressos, ainda mata - leva-o a dizer:
"[Marques Mendes] Fresquinho da vitória [das eleições internas do PSD, a ter lugar em Setembro próximo], ninguém o desalojará, a não ser quando for derrotado por Sócrates, o que ele já sabia, mas se o primeiro-ministro se imolar pelo fogo, emigrar para Bruxelas, for apanhado a roubar velhinhos, chamar nomes ao Papa ou fizer algo do género, até pode vir a ganhar as eleições [legislativas de 2009]".
A geração que fez, que serviu e se serviu, que usou e abusou, da revolução do 25 de Abril está podre, gasta e não tem nada, mas mesmo nada, que ainda possa dar a Portugal. Portugal só deseja que estes personagens abandonem o palco pelo seu próprio pé. Sempre é mais bonito.

26 de julho de 2007

África no coração

Kadhafi e Sarcozy

Valha-nos isso

Instado a comentar o artigo de opinião de Manuel Alegre, publicado ontem no jornal Público, João Soares, deputado do PS, e um dos adversários do poeta e de José Sócrates nas últimas eleições internas para secretário-geral do PS, disse que: "O principal problema [da falta de liberdade de expressão] que existe em Portugal está relacionado com a concentração dos meios de comunicação social. Felizmente há Internet e lá se vai conseguindo tornear o problema".
João Soares, com esta frase assassina para a comunicação social tradicional, diz-nos que não se pode confiar integralmente nos que esses media veiculam. Os atingidos comem e calam. E como diz o poviléu: "Quem cala consente". De resto também de nada valeria prostestarem, de tão evidente que é.
A Internet lá vai permitindo contornar esse "problema". Até quando?