30 de setembro de 2009

O que vale Portugal?

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Cavaco Silva, na sua comunicação ao país, ontem:

"Um Presidente da República tem, às vezes, que enfrentar problemas bem difíceis, assistir a graves manipulações, mas tem que ser capaz de resistir, em nome do que considera ser o superior interesse nacional. Mesmo que isso lhe possa causar custos pessoais. Para mim Portugal está primeiro."

Alguém acredita que José Sócrates seria alguma vez capaz de dizer isto? E oportunidades não lhe faltaram, tantos são os casos em que ele, e só ele, se encontra comprometido e onde Cavaco não estava lá, nem sabia que um dia iria ter que aturar um homem sem palavra.

O Presidente, a propósito do estatuto dos Açores, foi isso que disse sobre Sócrates: "um homem sem palavra".

Disorder

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A psiquiatra socrática. Está explicado o comportamento de Sócrates.

Colete de Forças

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Cavaco falou e ninguém gostou do que disse. Isso é bom sinal. Quando todos o julgavam prisioneiro de Sócrates, veio a terreiro e, como eu desejava, foi curto e grosso.

Sócrates sabe muito bem que levou "um par de estalos" de mão aberta.

Os estalos doeram tanto que o clone do chefe, Silva Pereira, demorou mais de 2 horas a reagir.

Como a dor foi forte, os colaboradores da SS socrática vieram logo em socorro do chefe e menosprezaram o que o Presidente disse, fazendo passar a mensagem que Cavaco Silva está "maluco".

Mas quando uma maluca apelida o presidente de pateta deveria ser internada em Guantánamo, por exemplo.

29 de setembro de 2009

Limpeza ou (mais) Sujidade

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Cavaco Silva vai falar hoje ao país. Espero que seja curto e grosso. Das duas uma: ou não aceita um governo PS com Sócrates ao comando, ou demite-se.

O resto é paz podre e um pântano que tresanda.

O Presidente entrou, ou fizeram-no entrar, numa jogada típica de Máfia.

Ou o presidente corta a direito ou é conivente com isto tudo.

Cavaco Silva não se pode tornar em mais um "Guilio Andreotti" à portuguesa. Já existem muitos.

Espero, sinceramente, que ele esteja ciente do que está verdadeiramente em causa.

27 de setembro de 2009

Sócrates a mandar um recado a Cavaco. Sócrates sabe o que Cavaco irá dizer ao país. Sócrates já está a condicionar o Presidente.

Saiu o Euromilhões a Paulo Portas.

PREC II

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Ora aí está: o PS quer a cabeça de Cavaco Silva e como Louçã já a tinha pedido antes dos resultados das eleições, Cavaco só tem duas saídas: ou vai mesmo para a rua ou mete a rua em ordem.

Esperar para ver.

Eu já tinha dito, aqui, que Cavaco iria ficar refém de Sócrates.

Vitória

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O Pastel de S. Bento

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Vai gozando, vai
, o prazo está quase, quase, a esgotar-se.

26 de setembro de 2009

Amanhã

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Amanhã, das duas uma: ou a máfia toma conta do país, de vez, ou os dias da sua glória vão terminar.

Pacheco Pereira dizia, no último programa da Quadratura do Círculo, que, até ele subestimou o quão longe poderia ir a máquina - mafiosa (expressão da minha lavra) - socrática. Rematou dizendo que Sócrates era muito perigoso. Coisa que eu já tinha dito em 2007, quando rebentou o escândalo da sua "licenciatura".

As sondagens intoxicam e já oiço aqui e ali que, a confirmarem-se, apetece sair daqui, da mesma forma que muitos alemães lúcidos o fizeram, quando Hitler ganhou as eleições, que também foram "democráticas".

Salvo as devidas proporções, amanhã poderemos pagar um preço geracional demasiado ultrajante, que não se mede só em euros, mede-se sobretudo no plano ético, moral e de... vergonha.

Vergonha, palavra que as novas gerações começam a não saber o que significa.

Veja aqui.

24 de setembro de 2009

O Meu Voto

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Domingo, Portugal vai mudar de vez. 27 de Setembro de 2009 constará nos manuais de História: dia em que Portugal sai do ocaso e a esperança renasce, ou o dia em que Portugal mergulhou definitivamente nas trevas.

Já voto há muitos anos e sei, embora tudo esteja montado para não parecer, que o meu voto nunca contou tanto. Poucos se aperceberão, Domingo próximo o futuro de Portugal mudará irremediavelmente, para o Bem ou para o Mal.

A História já mostrou que os povos por vezes votam em estado de hipnose, com efeitos catastróficos.

Não se deixe hipnotizar.

Manuela Ferreira Leite é, neste momento grave da vida do país, a única que se recusa a participar no circo.

22 de setembro de 2009

O Segredo, segundo a TV Guia

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Em plena campanha eleitoral, a uma semana das eleições legislativas, a máquina da mentira, das meias-verdades, ou meias-mentiras, da verdade assim-assim, implementada pelos homens e mulheres de Sócrates atingiu o zénite: depois de terem corrido com a Manuela Moura Guedes dos ecrãs da TVI, e de se mostrarem chocados com as práticas corruptas levadas a cabo em eleições internas da distrital do PSD de Lisboa, que a revista Sábado deu eco, e que à falta de elementos factuais que lesassem o comportamento moral, ético e político de Manuela Ferreira Leite ao longo dos seus 69 anos de vida, pessoal e pública, vá de arranjar mais uns "dados" contra António Preto e Helena Lopes da Costa. Então não foi Manuela Ferreira Leite que os escolheu para a lista de candidatos a deputados? Já que ainda não arranjámos "factos" incriminatórios directos, e dia 27 está ali mesmo ao virar da esquina, toma lá uns "factos" indirectos, que pelo menos terão o condão de a salpicar. Claro, como também foi dito na Quadratura do Círculo, a mãozinha dos homens e mulheres de Pedro Passos Coelho também por aí anda.

A guerra suja na imprensa escrita é de tal ordem que mete Diário de Notícias contra Público, Cavaco contra Sócrates, o Sol diz que José Manuel Fernandes está de malas aviadas para sair do cargo de director do Público, o 24 Horas diz que Manuela Moura Guedes está a ansiolíticos. Até o humorista revolucionário "Jel" vem dizer que os homens de Sócrates cortaram-lhe o pio na SIC.

Mas isto para quem anda no mundo dos jornais, dos blogues e redes sociais já nada surpreende vindo da máfia socrática.

Como os indicadores apontam, os jornais (versão em papel) têm perdido leitores a uma velocidade vertiginosa, o mundo dos blogues e das redes sociais alimentam-se entre si e da, e para, a imprensa.

O universo eleitoral é muito mais que isto, e os homens de Sócrates sabem muito bem que as eleições não se vão decidir nos jornais, nos blogues e nas televisões, quando muito só vincam as decisões há muito tomadas.

Mas a máquina não pára, e se os jornais estão na mó de baixo, a imprensa cor-de-rosa está na mó de cima e quem a lê, não lê jornais, não lê blogues políticos, não anda nas redes sociais onde andam os feiticeiros da política. E nestas eleições cada voto conta, e muito.

Neste contexto surge a revista TV Guia, que já tinha em números anteriores feito muitos servicinhos a Sócrates, nomeadamente os ditos "flagras" dele com a sua "namorada", grande repórter no jornal do Marcelino deles.

A TV Guia desta sexta-feira faz um número de circo digno do Cirque du Soleil, capa com Sócrates e entrevista com a mãe: Maria Adelaide Pinto de Sousa.

É evidente que esta entrevista em vésperas de eleições não fora acordada com o filho e a sua central de comunicações de que a TV Guia é um braço armado na imprensa cor-de-rosa para o Zé Povinho ler. Como todos sabemos a mãe de Sócrates é useira e vezeira em entrevistas. Fala pelos cotovelos com a imprensa.

A TV Guia diz-nos pela boca da mãe de Sócrates que o filho é rico, muito rico, que não é com 1200 contos por mês, que o seu rebento aufere como presidente do conselho, que ele se governa, mas sim com a herança que o avô lhe deixou, já que foi o único, que dos bens que a mãe distribuiu, que preferiu a herança em dinheiro.

Pelo meio, ainda vem referido que nas veias de Sócrates há sangue azul, que a fortuna veio do volfrâmio vendido aos alemães durante a II Guerra Mundial, já que estes eram de boas contas ao contrário dos ingleses. Palavras da mãe de Sócrates, segundo a TV Guia da Luísa Jeremias.

Maria Adelaide Pinto de Sousa que gosta muito da TV Guia até disse que embora seja Testemunha de Jeová, desde o tempo da "outra senhora", coisa que segundo a revista também faz parte de anti-facista que se preze, pois segundo os jornalistas, que percorreram mais de 400 quilómetros para irem ao chamamento da mãezinha de Sócrates, era coisa que obrigava os seus seguidores a muita cautela e alguma coragem até, no próximo domingo, dia de eleições, deixa de ser Testemunha de Jeová por breves minutos, para colocar a cruzinha no partido do filho.

Também ficamos a saber das desgraças da família no campo da saúde de alguns dos familiares de Sócrates. Sim, ele é humano como todos nós.

Pela minha parte, agradeço à mãe de Sócrates e à TV Guia o facto de me terem elucidado qual a fonte da boa vida de Sócrates.

Com tantos pergaminhos e ilustres antepassados, está demonstrado que Sócrates jamais precisaria de dinheiro de proveniência ilegal, e que a inteligência é coisa genética, a par da beleza.

Mas o que retenho da entrevista da mãe de Sócrates à TV Guia é uma imagem da senhora em camisa de dormir e de chinelos, à porta de casa a sacudir um pano. Fez-me lembrar a entrevista de Valentim Loureiro à porta de sua casa em roupão e de chinelos aquando do despoletamento do caso "Apito Dourado".

Valentim Loureiro viria a ganhar as eleições para Gondomar. Quem sabe se a história não se repete?

O Zé Povinho que enxameia consultórios, cabeleireiros e outras salas de espera e os que compram a TV Guia, ao ler a entrevista da mãezinha de Sócrates, via central de comunicações, dirá: "Coitado, têm dito e feito tanto mal a este homem e agora ficamos a saber que é a mãe a fonte por onde jorra o dinheiro".

Mário Soares também leu a TV Guia e Sócrates já sabe que pode contar com o seu votozinho.

Dor

Anda tudo aflito. As dores são mais que muitas. Nada que não se resolva.

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14 de setembro de 2009

Candongueiros

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Eduarda Maio chama-lhe "o menino de ouro", agora Pita Ameixa, cabeça de lista do PS pelo distrito de Beja, diz que o menino fez "um mandado (sic) de ouro". Este PS é todo ele de ouro proveniente da candonga.

1 de setembro de 2009

Invólucros



Falou o “Sócrates” do PSD. A única diferença é que este obteve a licenciatura num dia útil. A cabeça e as roupinhas são as mesmas.
Eu gosto mais da senhora das pérolas que veste roupa “retro” e cuja cabeça é mais densa.

25 de agosto de 2009

Toma lá, dá cá

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Sócrates, o atleta, corre, corre, mas medalhas que contam, nada. Vai daí, Moita Flores lembrou-se que uma vez que pela corrida não vai lá, toca de lhe dar uma medalha de ouro, por troca com um convento.

19 de agosto de 2009

Bons Partidos

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Definitivamente, Vila Franca de Xira foi, e é, terra de “gente ilustre”, desde os antepassados do actor Diogo Infante, passando pelo Galamba “o António”, o 20.º da lista do partido da rosa por Lisboa, desembocando na actriz/modelo Núria Madruga e na, não menos, famosa grande repórter/blogueira Fernanda Câncio.

Bem-aventurados sejam aqueles que pela terra da festa brava foram tocados.

Mais agora, que a terra tão fecunda preside a Rosinha do partido do mesmo nome.

Não se deve olvidar que se deve a Rosinha ter corrido com o PCP da presidência da terra, que depois do 25 de Abril até à chegada da dita, outra cor não conhecera que não fora o encarnado.

Milagres de 13 de Maio.

Galambice

João Galamba, que se diz independente, tal como o seu votante distrital Moita Flores (ele há coisas), foi colocado à força em 3.º lugar pelo círculo de Santarém pela Comissão Política Nacional do PS, à revelia da distrital.

João Galamba, segundo se diz, tem 33 anos de idade, a mesma com  que Jesus Cristo foi crucificado e subiu aos céus.

Galamba vai ter que penar, é que os céus não estão abertos de par em par a quem chama “filho da puta” ao seu semelhante.

Já agora, alguém me esclarece qual o grau de parentesco entre o Galamba (João) que vai em 3.º por Santarém e o Galamba (António)  que vai em 20.º por Lisboa?

Cheira-me a galambice a mais.

Festa Brava

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As manifestações na blogosfera contra e a favor dos Joãos (Gonçalves e Galamba) por o segundo ter apelidado de “filho da puta” o primeiro, continuam.

João Gonçalves não esperava tal reacção de Galamba, para mais o “filho do outro” era também um João, mas Constâncio.

João Gonçalves deveria saber que as gentes dos toiros é mesmo assim, ou não tivesse Galamba raízes em Vila Franca de Xira, terra da festa brava, e sido moço forcado, que, voilà et por cause, é também berço da sua amiga blogueira Fernanda Câncio.

Ele há coisas.

17 de agosto de 2009

Entre pedófilos e bagageiros

A ser assim, pode-se dizer que no dia 27 de Setembro se o PS ganhar as eleições legislativas, os pedófilos continuarão a ocupar cargos políticos na estrutura do Estado.

Nada que já não soubéssemos.

Do outro lado temos bagageiros.

A escolha é sua.

Putedo

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Um diz que é “filho do outro”. Um correligionário, que vai estar deputado, diz que aquele que diz que é “filho do outro”, é “filho da puta”.

O “filho do outro” afirma que pensa pela cabeça dele e não pela cabeça de quem é filho. Afinal, o homem tem 38 anos e é professor universitário, ou seja, acha-se maduro e com cabecinha e não precisa do papá.

17 de julho de 2009

Ficam-se pelos meios

Corrupção: CDS-PP defende reforço de meios, depois de muita insistência do senhor Jacinto Leite Capelo Rego, digo eu.

Merda no sangue

Quando o Estado se deita na cama dos cidadãos, sem ser convidado, a impotência “masculina” e a frigidez “feminina” aumentam em flecha e tendo, em conta os números, parece que o estado cada vez mais se comporta como uma rameira que se oferece a todos mas que ninguém quer.

Vem isto a propósito porque, segundo a comunicação social, o diretor do Instituto Português de Sangue (IPS), Gabriel Olim, recomendou ao Ministério da Saúde que os homossexuais masculinos, e só estes, sejam impedidos de doar sangue porque “ser homossexual já é um comportamento de risco”.

Fiquei a pensar que se o senhor na qualidade de técnico especializado em hematologia diz o que diz, e não na qualidade de cidadão – algo que não concordando, eu compreendia - com toda a certeza é porque existem dados científicos para tal, que nós, cidadãos mal informados, não sabemos. Depois de tanto pensar, cheguei a algumas conclusões para o senhor afirmar o que afirmou:

1 – Os homens, homossexuais, andam constantemente a foder com este e com aquele e andam por aí cheios de doenças num jogo de “dar” e “levar” que é obra, logo sangue “porco”, mais “porco”, não há;

2 – As mulheres, homossexuais, por mais que “fodam” umas com as outras e por mais brinquedos que usem, naquelas conas nunca entra carne potencialmente contaminante, logo o grau de conspurcação sanguínea é muito baixo;

3 – Os homens e as mulheres, heterossexuais, por mais que fodam uns com as outras, e que a carne entra e saia amiúde de várias proveniências, o perigo de conspurcação sanguínea também é muito reduzido.

Partindo destas premissas que o senhor diretor do IPS se encarregou de me contaminar cerebralmente, só vejo aqui um corolário para tudo isto: o grau maior, ou menor, de contaminação sanguínea reside na quantidade de merda utilizada nas “fodas” humanas, mesmo que nestas por vezes se utilizem não humanos (sic).

E bem vistas as coisas, fodas sem proteção, que é o que, penso eu, aterrorizam o senhor Olim e que potencialmente envolvam merda, efetivamente são entre homens onde o perigo é maior.

Mas digam ao senhor Olim que é mais fácil o duche anal que o duche cerebral. O primeiro, todos os homens são capazes de fazer, já quanto ao segundo, a coisa é mais complicada.

A merda no sangue é mais fácil de lavar do que a merda no cérebro. Enfim, a merda é a mesma só muda é o “balde”.

27 de junho de 2009

A Agonia da Bucha

Para além dos muitos afazeres pessoais e, confesso, por cansaço psíquico com a figura de José Sócrates e da pandilha do PS sócratico, por vezes faltam-me forças para escrever tal é o pesadelo em que o país mergulhou.

Eu não me lembro de na História de Portugal alguma vez, ter existido um homem à frente do governo do país que ao mesmo tempo aliasse incompetência, falta de cultura mínima, de princípios, de ética, de relação impossível com a verdade, de falta de densidade democrática – a democracia pratica-se dia-a-dia, não se apregoa – com perfídia e atos de pura maldade para com os portugueses e o destino da nação, como José Sócrates.

Ele consegue conjugar em si, e sobre si, tudo o que é de abominar num homem de res publica.

Portugal, invariavelmente, nunca teve grandes políticos de visão estratégica e 100% impolutos, mas sendo medíocres nalgumas áreas da governação, havia outras onde se destacavam pela positiva e o povo dividia-se no apoio ou na censura ao governante, apoiando-se uns naquilo que achavam positivo e outros nos aspetos que consideravam negativos. Sempre assim foi, não fosse a chegada de Sócrates.

Sócrates ao querer a todo o custo, e por todos os meios, fazer crer que é um homem sem defeitos, impoluto e imaculado, só obteve junto dos portugueses o efeito contrário. O povo por vezes faz-se de parvo, mas há um limite racional e tolerável para que um parvo por mais que o seja, não reaja contra quem todos os dias lhe diz: “Vocês são parvos e assim se manterão até eu querer”. Da mesma forma que a matéria, os humanos também têm o seu limite de resistência, e tal como um serial killer na sua vertigem de matar tudo o que se mova à sua frente, mesmo sabendo que isso fará com que seja capturado mais cedo, Sócrates corre em direção ao abismo que nós sabemos que está à nossa frente, mas que ele insiste em levar-nos, prometendo-nos que é um precipício que nos conduzirá ao paraíso. Esta demência faz-me lembrar aquelas seitas fanáticas que existem nos Estados Unidos da América e no Japão e que todos sabemos, a ver pelo passado, a que lugar conduz.

Tivesse este homem densidade intelectual, política, filosófica e fosse ele um grande ator que conseguisse na perfeição decorar o papel que todos os dias tem que declamar no enorme palco que lhe foi montado e, não enfiando “buchas”*, nós estávamos em grandes sarilhos.

O futuro irá demonstrar que, para além do péssimo ator que escolheram para fazer o papel principal, por muito bom que ele fosse, não contaram com a força da sociedade de informação do século XXI e das suas potencialidades. Não é só em países como o Irão que se observa a força de cidadãos livres e sem amarras que através da Internet e das suas ferramentas conseguem interagir com os demais, contrariando aqueles que os intimidam, ameaçam e perseguem, no nosso caso com os chamados métodos “democráticos”. Quando um dia se fizer a história da comunicação social portuguesa durante o consulado socrático, com raras exceções, ela será mais negra do que durante o Estado Novo, porque hoje não se podem desculpar com o lápis azul e com a PIDE.

Sócrates não se apercebeu que a cria, que tanto acarinhou, matou o criador: ao massificar o acesso à sociedade de informação. Felizmente para nós.

Sem a sociedade de informação a história do período socrático seria outra e possivelmente não estaríamos agora a assistir ao seu estertor desnorteado e agonizante em que tudo e todos correm sem rumo e direção, atropelando-se uns aos outros enquanto o palco está a arder.

A crise internacional que atravessamos, e que em Portugal por via da que já existia antes desta, só veio agravar as condições de vida deste povo que não merecia tal sorte. Mas como se costuma dizer: “Deus escreve certo por linhas tortas”. Quem sabe se a crise internacional não veio dar uma ajuda decisiva para que nos vejamos, em breve, livres deste grupo de teatro tenebroso que nos tem asfixiado desde 2005?

Tal como aqueles que com a queda do Muro de Berlim diziam que estávamos a assistir ao fim da História, é caso para dizer que os portugueses não deixarão que Sócrates e tudo aquilo que ele representa e encarna neste PS, aniquilem Portugal de vez.

* Nome utilizado na gíria teatral, quando um ator utiliza palavras ou frases durante a representação teatral que não estão no texto original, que se pode dever  a esquecimento ou porque o ator pretende criar mais impacto junto do público.

25 de junho de 2009

Fruta ó Chocolate?

A Câncio de Sócrates, afirma que não gosta da política de Berlusconi, porém, está contra as investigações judiciais só porque o homem promova festas na sua casa em que putas finas e droga eram coisa comum. Por mim também nada a opor, desde que Berlusconi não tenha cometido nenhum crime nem utilizado dinheiros públicos para as ditas festas.

Eu também preferia que o primeiro-ministro do meu país estivesse metido em assuntos de costumes do que em assuntos de corrupção de estado.

Gostos.

8 de junho de 2009

Saúde intestinal

Uma telespetadora no fórum da TVI24, que vota PS, afirmou que a saúde em Portugal melhorou muito em Portugal com o senhor Sócrates, disse que melhorou 95% (sic), e dá um exemplo: “Dantes eu tinha que me apertar para não fazer as necessidades nas casas de banho do hospital de Santa Maria, tal era o estado imundo das mesmas. Hoje não, as casas de banho são muito asseadas e têm papel higiénico em quantidade”.

Ou seja, segundo a votante PS, o contributo de Sócrates para melhorar a saúde resume-se a uma evacuação do intestino grosso em boas condições.

A crise das costas largas

Curioso, ou talvez não, mas os comentadeiros de serviço só referem que Sócrates perdeu as eleições europeias por causa da crise. A crise tem as costas largas em Portugal. Na Alemanha, Itália, Franca, Holanda, as costas tem um tamanho, digamos, M, mas por cá a propaganda quer que acreditemos que o tamanho é XXL.

Quantos não terão votado em Sócrates por causa das “suas” promessas não cumpridas, do caso muito nebuloso da “sua” licenciatura, dos “seus” projetos de engenharia, do “seu” Freeport, do “seu” consecutivo  e diário ataque à liberdade de expressão, do “seu” ódio ao Público e à TVI,  da sua vacuidade de pensamento político e intelectual, etc.

A comunicação social domesticada pela máquina de propaganda socialista nem se atreve a pensar alto qual o peso da “relação difícil com a verdade” na estrondosa derrota do “Querido Líder”.

Mais do que a crise, foi o facto de os portugueses acharem que Sócrates tem demasiados casos no seu percurso, muito mal, ou nada, esclarecidos.

Para Sócrates e a sua pandilha convém dizer que a derrota deveu-se à crise. Mais uma mentira. A derrota deveu-se há falta de verdade, ao encobrimento da corrupção de estado e há cobertura política e judicial dos grandes corruptos e pedófilos de estado.

Esperança

As eleições europeias de ontem em Portugal devolveram a esperança ao país. Tal como disse anteriormente, era minha intenção votar em branco, mas no sábado decidi que iria votar PSD e em Paulo Rangel, particularmente.

Sócrates averbou uma derrota estrondosa, a sua máquina de propaganda comandada pelo seu alter-ego Santos Silva não conseguiu os seus objetivos, mas não tenhamos ilusões: eles estão em pânico e até Outubro vão olear a máquina e como a tática da “roubalheira” não funcionou, vão lançar mão de técnicas mais subtis, mas não menos sórdidas.

A vitória do PSD tem que ser lida com cautela. Os portugueses que votaram PSD disseram que confiam no partido, mas que se quiserem ganhar as próximas eleições legislativas, Manuela Ferreira Leite terá que se ver livre das maças podres que o partido tem no seu núcleo duro e de uma vez por todas desmarcar-se daqueles que pela sua ação ou inação fizeram favores se não mesmo lutaram ao lado de Sócrates contra o PSD.

Mas estas eleições foram notáveis a muitos títulos. A comunicação social e as sondagens tiveram uma derrota estrondosa.

As sondagens e sobretudo a Eurosondagem estão desacreditadas por muitos e longos anos.

Mário Soares perdeu mais uma vez e Almeida Santos e o seu: “meus Deus é um professor de Coimbra com provas dadas” que é o mesmo que dizia que o aeroporto deveria ser na Ota por causa de um atentado terrorista na margem sul, perderam a noção do tempo e por uma questão de higiene cívica deveriam calar-se de vez.

Vital Moreira, que se achava um homem fora de série, sai destas eleições humilhado e sem capital futuro, nem como professor. A fabricada agressão e a roubalheira foram-lhe fatais. Vital Moreira ao colocar-se ao serviço da máquina de propaganda socialista assinou a sua sentença de morte política.

Quanto a Sócrates, vamos assistir a uma transformação que visa amaciar os eleitores que votaram contra ele e sobretudo os que se abstiveram, fazendo crer que sem o PS o país ficará ingovernável.

Mentiroso como é, embora ninguém acredite nele, precisa de amedrontar e chantagear o eleitorado, porque ele sabe que é a única forma que tem para ir aguentado que a bolha dos casos da sua vida rebente com grande estrondo e que o remeta para o local onde moram aqueles que os povos se envergonham em admitir de como foram capazes de eleger figura tão sinistra.

Foi entreaberta uma porta de esperança, há que lutar todos os dia e todas as horas contra a máquina socialista na comunicação social, contra os comentadores políticos a soldo e sobretudo atentos àqueles que se dizem PSD e tudo fazem para destruir o partido e que agora que já lhes cheira a poder vêm a correr para terem um lugarzinho à mesa. Manuela Ferreira tem agora toda a legitimidade para jamais incluir nas listas dos candidatos a deputados os que lhe fizeram, diariamente, oposição encarniçada, começando por esse eterno jovem, Pedro Passos Coelho.

30 de maio de 2009

Pela Europa, voto em branco

O que define um europeu quando sai da Europa? Falo por mim. Sei que o mundo é um só, mas que perante o que se me apresenta à minha frente, sinto que está longe daquilo com que eu me identifico. Isto não implica estar certo ou errado, concordar ou discordar, tão só identificar.

Sou a favor dos Estados Unidos da Europa, da Europa dos povos. A federação que acredito e aceito terá que ser emanada a desejo dos povos, nunca, como alguns teimam, construída contra os povos.

A classe política usa e abusa do conceito “Europa” numa perspectiva de partir e repartir os vários poderes em jogo: político, económico, financeiro, com muito pouco de social e nada de cultural.

Nasci português. Calhou. Sinto e sofro pelo meu país. Simplesmente está entranhado em mim.

Claro que sofro e sinto mais por Portugal do que por Espanha, por exemplo. Mas quando visito a Europa, sinto também que aquilo me pertence de alguma forma: a história, a cultura, aquelas gentes nunca as tendo visto são-me familiares nos gestos do seu quotidiano.

Aquando dos atentados terroristas do 11 de Setembro em Nova Iorque aquilo deitou-me abaixo, revoltou-me, senti que estilhaços me atingiram. No entanto, com os atentados terroristas de Madrid, primeiro, e Londres, depois, o impacto e a revolta atingiram-me a carne e o espírito. Algo de meu foi atacado.

Se Bruxelas em vez de dar milhões e milhões de euros a uns poucos, que são sempre os mesmos, se incentivasse e subsidiasse o contacto directo de cada um dos europeus com os seus pares de outros estados membros, integrando a história e a cultura que temos em comum, visitando-se mutuamente, o espírito e o valor de se ser europeu, acredito, aumentaria em flecha.

O que vejo são os políticos de agora, cada um à sua maneira, a destruir o sentido de se ser europeu, a trair os objectivos dos seus fundadores e contrariando a vontade dos povos europeus, que não se revê nos caminhos que eles querem que nós sigamos. Por este andar a Europa mais tarde ou mais cedo abrirá brechas profundas que levarão ao seu desmantelamento.

Está em cada um de nós europeus evitar isso e tomar-mos o futuro da Europa nas nossas mãos.

Eu sou por uma Europa federal em que cada estado tenha o grau de autonomia que entenda, sabendo que vota para um presidente europeu e um governo europeu federal.

O que mata o desejo de federalização de muitos é que ninguém se assume federalista, mas vão federalizando à revelia dos povos e contra eles.

Porque a federalização não é assumida por ninguém, porque não apresentam um modelo de federalização aos povos, mas vão federalizando à socapa, eu no próximo dia 7 de Junho voto em branco.

Gosto e identifico-me com a Europa e desejava que no futuro as gerações se sentissem europeias de corpo inteiro, da mesma forma como hoje ninguém nascido em Portugal defende que voltemos a ser árabes, só porque o fomos no passado.

Dirão que isto é fantasioso demais. Será? Os Estados Unidos da América têm pouco mais de 200 anos de idade, ainda hoje são muito ciosos dos seus estados, veja-se o grau de autonomia. Aliás, alguns dos estados têm um grau de autonomia, dentro da federação americana, muito superior aos estados que fazem parte da União Europeia, não sendo federal.

Há coisas simples que me fazem sentir europeu, tal como um americano nos Estados Unidos da América: quando um português se destaca em qualquer campo do conhecimento por oposição aos seus pares europeus fico muito orgulhoso, no entanto se um europeu se destaca num campo em que estão americanos, asiáticos, sul-americanos, fico também deveras orgulhoso.

Sei que há por aí alguns que gostam de ser modernaços e para eles o mundo é um só e são contra as de identificações ou competições. Isso para mim é que é utópico, a menos que entretanto tomemos contacto com uma civilização extra-terrestre.

Este não chegou à China

Quando, imagine-se, o Iraque bate Portugal aos pontos no combate aos políticos corruptos, está tudo dito.